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Participante: Tem pessoas que são mais egoístas porque pensam apenas em si mesmas. Agora, existem pessoas que são mais altruístas porque pensam primariamente nos outros. Não é isso?
Sim, há pessoas que são mais egoístas porque pensam mais em si mesmas. Mas, quem são essas pessoas? Aquelas que acreditam que o certo é pensar mais nelas. Elas são egoístas não porque pensam mais nelas, mas sim porque estão presas aos seus certos. Egoísta é aquele que acha que apenas o seu certo é certo. Esta pessoa, portanto, é egoísta porque está vivendo o seu certo como se certo fosse.
Agora, existem pessoas que pensam mais nos outros. Mas, quem são as pessoas que pensam assim? Aquelas que acham certo pensar nos outros. Elas só pensam nos outros, porque acham certo viver assim.
Qual a diferença entre uma e outra? Tanto uma como a outra são egoístas, porque as duas estão presas ao que elas dizem que é verdade. Não importa o quanto ela pense no outro: o que importa é que cada uma dessas pessoas está apenas apegada ao que ela diz que é certo e quando isso acontece o egoísmo está presente.
Quem só acha certo o que acha certo, é egoísta.
A ausência do egoísmo não está em servir ao próximo, mas em ir além de si mesmo para servir. Quem acha certo, santo ou bondade servir ao próximo, está sendo egoísta porque está buscando satisfazer seus próprios conceitos, suas verdades. Ele é tão egoísta quanto aquele que não serve, porque está apenas servindo a si mesmo (às suas verdades) e não ao outro.
Participante: Quem foi Cristo?
Esta é uma pergunta que muitos se fazem: quem são os mestres? Quem foi Cristo, Buda, Krishna, etc.? Isso pouco importa...
Para quê conhecer quem foi, durante a vivência, carnal cada mestre? Para saber como eles viveram e depois encontrar erros nestas vivências? Que importa se Cristo viveu maritalmente com Madalena ou não; que importa se Maria era virgem ou não ao dar à luz? Esses são aspectos irrelevantes. O que deve importar para você são os ensinamentos que os mestres nos trouxeram.
O que importa o que Cristo foi ou deixou de ser, fez ou deixou de fazer, se nada disso diz respeito à sua caminhada. O que pode lhe ajudar na sua busca da elevação espiritual não é o que ele fez, mas sim o caminho que ele mostrou.
Quando lhe vier à mente a curiosidade de saber quem foi ou como viveu determinado mestre, não se preocupe com isso. Atente-se apenas em ouvir o que ele ensinou e caminhe pelo caminho que ele traçou.
Participante: É o sentimento colocado na busca do saber que determina o carma?
Não... Não é o sentimento, mas o desejo de saber e possuir o que se sabe. O que determina o carma é o desejo, a vontade de querer saber; é a possessão que é expressa pela convicção de que se sabe a verdade... É isso que gera o carma e não as ideias que se tem sobre as coisas.
Vocês já estudaram diversos ensinamentos dos mestres muitas vezes, mas esta ação não tem importância. Agora, se desta leitura vocês tiraram alguma certeza, isso é problemático para quem quer elevar-se espiritualmente. Portanto, esqueça-as.
Mas, por que as certezas geram carmas? Porque quando há uma certeza existe sempre a intenção de defendê-la e, com isso, acontecerá a necessidade de provar aos outros que se está “certo”.