Espiritualismo

A DIFICULDADE DE PERDÃO NOS NOSSOS DIAS

Por Espiritualismo há 2 anos

Perdoar não é difícil só nos dias de hoje: sempre foi e sempre será difícil perdoar. Isto ocorre porque o perdão é um gesto de humildade e a primeira lição que todo espírito na carne tem que aprender é ser humilde.

Os espíritos na carne consideram-se os mais privilegiados porque dominam o planeta. Não aceitam ter um outro acima dele, em momento algum, em assunto algum.

O perdão só dá quem tem humildade, porque é preciso ter humildade para calar dentro de si o sentimento que poderia ser utilizado para caracterizar um ato como ofensa. Na verdade, a revolta é um sentimento escolhido por cada ser como um valor atribuído a um ato que fere os seus conceitos.

Se a pessoa tiver a humildade de receber o ato e der a ele um valor positivo (amor), alcançará o ato de perdoar.  Se não houver a verdadeira humildade dentro do coração jamais será alcançado o perdão.

Não importa se alguém matou seu filho ou se um ladrão lhe tomou todos os bens ou, ainda, se uma pessoa simples lhe dirigiu a palavra grosseiramente. Não importa o grau da ofensa, o ofensor é um irmão perdido que precisa de sua ajuda (amor) e que lhe pede isto desta forma.

Enquanto continuar julgando o irmão que lhe ofende, você também será julgado. Enquanto achar que o irmão que lhe ofende, a qualquer título, é merecedor de penas, prepare-se para as penas dos seus próprios erros, pois certamente são muitos.

Busque o perdão para ser perdoado. Só alcançando o perdão é que se poderá receber de Deus o perdão pelo próprio padrão sentimental. O perdão é a antítese do julgamento, da condenação e do apenamento.

Só os humildes de coração realmente entrarão no “Reino do Céu”. Somente aqueles que tiverem a humildade de não apontar erros no que seu irmão faz, não terão seus erros apontados e, por isso, entrarão no “Reino do Céu”: palavras de Cristo traduzidas para o conhecimento de hoje.

O que estamos dizendo está escrito há mais de dois mil anos. Basta ler, basta entender.

Cristo não quis dizer que o “Reino do Céu” é para quem passa fome, para quem não tem teto, como quer a pastoral da igreja hoje pressupor. Não são esses, porque no meio deles mesmo passando fome, mesmo não tendo teto, existem muitos que são orgulhosos e vaidosos.

Mesmo com a sua pobreza, muitas vezes não aceitam quem lhes estende a mão e, quando aceitam, exigem muito mais do que estão recebendo. Não são esses que entrarão ou herdarão o “Reino dos Céus”, mas sim aqueles que mesmo tendo fortuna são humildes de coração. 

Herdar o “Reino do Céu” quer dizer viver a felicidade universal. O humilde viverá esta felicidade quer no planeta denso, quanto na própria essência espiritual.

É muito difícil perdoar, sempre foi e sempre será.

Não existe argumento que sirva de justificativa para julgar outra pessoa, para condenar alguém por menor ou maior que seja o ato. Os espíritos na carne devem ter a humildade de, antes de atirar a primeira pedra, olhar para os seus próprios defeitos: lição de Cristo.

Estamos reforçando a cada exemplo que se fala com uma passagem de Cristo, pois a sua missão foi lição de humildade e de caridade como auxílio ao próximo. 

Pedir perdão é um ato nobre. É nobreza não humilhação.  É um ato de despojamento, mas não um ato de perda.

Esta visão das coisas, os espíritos na carne ainda não têm. Acham que despojar é perder, mas despojar é ganhar, pois quando se dá se recebe.

Ser humilde não é humilhar-se, é ser nobre. Somente os nobres conseguem ser humilde enquanto que os orgulhosos se humilham: lição de Cristo.