Aldo Pereira

Encarnação não é somente "vir a carne".

Por Aldo Pereira há 2 meses

A literatura espírita aponta a existência da preparação da encarnação, ou seja, a formação da história que o espírito viverá durante a sua vida carnal. Esta etapa é chamada por muitos de formação do livro da vida, ou seja, o estabelecimento das provas, expiações e missões que o espírito irá realizar durante a encarnação.

Para que estes trabalhos tenham maior chance de êxito, o espírito que irá encarnar, juntamente com os espíritos superiores, estabelece os traços do corpo que irá ocupar. Neste momento são determinadas as características físicas que facilitarão as suas provas, expiações e missões. Além disso, a sua personalidade também será estabelecida neste momento, uma vez que ela é a parte preponderante para que os atos necessários à evolução sejam praticados.

Neste momento, nasceu a encarnação. Muito antes do espírito se unir a uma determinada matéria física, ele já é o eu no qual se tornará quando encarnar. Adéqua seu perispírito para assumir a forma que o corpo terá e altera os sentimentos que possui para formar a personalidade que irá ter. Antes da concepção, o espírito já vive a personalidade. Durante a sua existência carnal, o espírito buscará eliminar os sentimentos negativos que ele agregou para assumir aquele eu, simplificando-se para a utilização apenas do amor universal. Com esta simplificação, o espírito alcançará a essência da encarnação, ou seja, a de que ele é um espírito, filho de Deus e que o "fulano, é apenas um personagem criado por ele mesmo para promover a sua elevação.

Quando isto acontece, o espírito, mesmo estando ainda preso a um corpo físico, terá encerrado a sua encarnação. Passará a viver como um espírito que é eliminando todo o eu que havia assumido.

Entretanto, na maioria das vezes não é isto que ocorre. O espírito vivendo este eu solidifica este personagem e imagina-se como sendo o "fulano"; para satisfazer os conceitos do eu, passa a cobiçar e possuir matérias, pessoas e verdades. Esquece da busca da simplificação e cada vez se torna mais complexo, criando verdades individuais que necessitam ser satisfeitas. Não entende a sua existência eterna e busca a satisfação momentânea.

Espiritualismo ecumênico universal