Aldo Pereira

"FELIZ DAQUELE QUE ERA ANTES DE EXISTIR"

Por Aldo Pereira há 1 semana

O ser humano necessita para compreensão da existência carnal, alterar a sua auto visão. Hoje se imagina um corpo físico que nasce da união carnal entre dois seres. Este corpo que se forma e aparece (nasce) desenvolver-se-á e, um dia, irá parar de funcionar (morte).

Para aqueles que não acreditam em Deus, neste momento, chegará o fim total; para os outros, haverá um fim desta forma de existência (material) para o início de outra: espiritual. Em qualquer das crenças, o ser humano imagina que ocorrem duas existências separadas: material e espiritual. Esta é a compreensão até daqueles que acreditam na reencarnação, pois não conseguem “ver” nos acontecimentos desta “vida” o reflexo dos atos de outras.

É por esta auto visão que os seres humanos buscam apenas a satisfação material, ou seja, construir a sua “vida” de tal forma que ela produza “frutos” materiais. Estes “frutos” nem sempre se referem a objetos, mas sempre terão que produzir uma satisfação pessoal, ou seja, trazer uma felicidade individual, independente da felicidade dos outros.

Quando o ser humano compreender que ele não “nasce” nem “morre” junto com a matéria carnal, poderá, então, encontrar Deus, ou seja, participar da felicidade universal e não buscar a satisfação pessoal.

O espírito é eterno: existia antes do “nascimento” e continuará existindo após a “morte”. A vida carnal é apenas um lapso da vida espiritual. A matéria carnal é um “traje” que o espírito “veste” para uma determinada tarefa específica. Durante a existência carnal o espírito continuará a ser o mesmo de antes e depois da encarnação. Terá as mesmas capacidades e a mesma “essência” que fora da carne.

Quando o ser humano se conscientizar desta verdade buscará participar da felicidade universal e não mais satisfazer suas próprias “vontades”. Neste momento ele será superior, não porque é melhor, mas porque estará “mais perto” de Deus.

Espiritualismo ecumênico universal