Denn Pires

MENTE SADIA E CORAÇÃO SARADO!

Por Denn Pires há 1 semana

MENTE SADIA E CORAÇÃO SARADO!

A mente é lugar de onde procedem os nossos pensamentos, idéias, raciocínio, lembrança e memória. O coração é o centro de nossas emoções, desejos e sentimentos puros e verdadeiros. Por isso, a mente e o coração são duas áreas do nosso interior que devem estar cheias de saúde emocional e espiritual.

Uma mente enferma ou debilitada não pensa e não raciocina corretamente. Por isso tira conclusões erradas a respeito da vida ou das circunstâncias. Vive sempre pensando que o pior vai acontecer. Vive pensando besteiras ou maquinando o mal. Diz um velho ditado que “a mente vazia é oficina do diabo”. Uma mente enferma ou debilitada espiritualmente é uma mente que não medita na Palavra de Deus.

Um coração (a alma) enfermo ou debilitado tem suas emoções desajustadas, isto é, possui desequilíbrio emocional que afeta diretamente seus relacionamentos. Age com insinceridade, brutalidade, agressividade, desconfiança e ciúmes. O coração enfermo é rancoroso, não perdoa e guarda mágoas. É um coração agitado e perturbado pelas inquietações da vida. É também covarde, medroso. Tem medo de amar e de dar amor. Por isso não consegue ter relacionamentos saudáveis, profundos e duradouros. O coração enfermo não tem paz, esperança e fé. Vive desconfiado de Deus e de suas promessas.

Deus sabe que uma mente e um coração espiritualmente enfermos são prejudiciais ao nosso relacionamento com Ele e com as pessoas com quem convivemos. E o diabo também sabe disso! Em razão disto, faz de tudo para bombardear nossa mente e coração com suas setas malignas para nos desestruturar, e assim, nos afastar de Deus e destruir nossa paz e nossos relacionamentos.

O diabo arquiteta perseguições, afrontas, tentações e laços malignos contra nós. Em outras situações nós mesmos somos os responsáveis por fragilizar a nossa mente e coração. Por isto, são verdadeiras as palavras do Senhor Deus em Provérbios: "... o que peca contra mim violenta a própria alma.

Deus, através de Paulo, nos mostra quais são as atitudes que devemos tomar a fim de termos a nossa mente e coração bem protegidos e os conservarmos cheios de saúde espiritual: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos. Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor. Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças. E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”.

A primeira atitude é a do nosso interior para conosco mesmo: “Alegrai-vos sempre no Senhor; outra vez digo: alegrai-vos” . Devemos nos alegrar no Senhor. E por que digo que isso é uma atitude do nosso interior para conosco mesmo? Baseado no que o salmista diz para a sua alma no salmo 42: “Por que estás abatida, ó minha alma? Por que te perturbas dentro de mim? Espera em Deus, pois ainda o louvarei, a ele, meu auxílio e Deus meu” (Sl 42:5).

Temos motivos para nos alegrar no Senhor. Mesmo em meio às tribulações. Muitos não conseguem entender isso porque sua perspectiva a respeito da vida cristã é totalmente equivocada. Só conseguem enxergar aquilo que acham que Deus poderia ter feito e não fez. Não conseguem ver as tantas coisas boas que Deus tem feito e as coisas ruins que Ele não permitiu que acontecesse na sua vida.

A Palavra diz que devemos “sempre” nos alegrar no Senhor. Está falando de uma atitude habitual e contínua. Isso nos faz olhar para o futuro. Ainda que nossas lutas sejam maiores, sabemos que deveremos nos alegrar no Senhor. E é “no Senhor” que está a nossa alegria. Somente as pessoas de fé conhecem a verdadeira alegria, pois a nossa alegria está no Senhor Deus a quem servimos. No Senhor vivo, poderoso e eterno.

Quem se alegra sempre no Senhor está evitando até mesmo adquirir doenças próprias do nervosismo e das preocupações: azias, queimação no estomago, úlceras nervosas, tumores, ataques cardíacos, dores pelo corpo, ansiedade, insônia, depressão, etc. Quantos filhos de Deus estão sofrendo desses males por que não aprenderam a se alegrar no Senhor? Porém, quem aprendeu a se alegrar no Senhor em qualquer circunstância, tem um coração abençoado e fortalecido, por isso, vence os obstáculos da vida e desfruta de saúde física e espiritual. Sua mente não fica pensando no pior. Pelo contrário, está livre para meditar na bondade de Deus e na grandeza do seu poder.

A segunda atitude é a nossa conduta para com as outras pessoas: “Seja a vossa moderação conhecida de todos os homens. Perto está o Senhor” (Fp 4:5). A palavra “moderação” tem estes significados: a gentileza em contraste com a maneira bruta e estúpida de tratar os outros; o autocontrole em contraste com o tratamento impulsivo e irrefletido para com as pessoas; ser razoável nas opiniões e julgamentos; agir com paciência e humildade, sem ódio no coração, diante das afrontas e perseguições.

A Palavra diz que a nossa moderação deve ser conhecida “de todos os homens”. Devemos ser moderados não somente com os irmãos em Cristo ou com as pessoas de quem gostamos. Isso é muito fácil. E com desconhecidos e desafetos, como tem sido a nossa moderação? Você tem sido moderado “com todos os homens”? Dentro de casa? No trabalho? Na rua, no trânsito, no banco ou no comércio? O cristão que é moderado tem o seu temperamento controlado pelo Espírito Santo, e, por isso, é gentil com todas as pessoas. Isso faz com que os não-cristões reconheçam Jesus em sua vida. É por essa razão que Jesus disse a nosso respeito: “Vós sois a luz do mundo... Assim resplandeça a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai, que está nos céus.

O coração daquele que é moderado, é um coração cheio de saúde e maturidade espiritual. Sabe considerar e respeitar as outras pessoas sem abrir mão das suas convicções espirituais em Cristo. Sua mente é sadia, pois não vive fervendo de raiva ou maquinando maus pensamentos. É uma mente dirigida pelo Espírito Santo e livre para pensar o bem a respeito das pessoas.

A terceira atitude é a nossa confiança em Deus demonstrada na oração: “Não andeis ansiosos de coisa alguma; em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus, as vossas petições, pela oração e pela súplica, com ações de graças”. “Não andeis ansiosos”, nos diz a Palavra, isto é, não devemos estar “indevidamente preocupados”. A grande maioria das nossas adversidades em nada nos prejudica. O que nos prejudica é a nossa reação emocional diante dessas adversidades. A mente dominada pela preocupação perde o poder de raciocínio. O coração dominado pela ansiedade é um coração em guerra, perturbado, sem paz e sem alegria.

Paulo diz que não devemos estar ansiosos “de coisa alguma”. Deus se preocupa e está atento a cada detalhe da nossa vida, por isso, devemos crer que toda a nossa vida está sob o controle do nosso Deus. Para Deus não existem problemas mais fáceis ou mais difíceis de serem resolvidos, da maneira como nós vemos. Não há coisa demasiadamente difícil para Deus. Por isso, a Palavra do Senhor nos convida a ver os nossos problemas do ponto de vista de Deus!

A Palavra diz que “em tudo, porém, sejam conhecidas, diante de Deus” as nossas preocupações. Deus sabe tudo o que acontece conosco. Mas Ele deseja que contemos para Ele em oração tudo aquilo que nos traz ansiedade e preocupação. Ele é um Deus amigo e presente que se relaciona conosco. Precisamos derramar o nosso coração em sua presença contando para Ele tudo da nossa vida. Mas como fazemos isso? Ora, “pela oração e pela súplica”. A oração feita com fé e em nome de Jesus, pode mudar circunstâncias, alterar o curso dos acontecimentos e dar-nos poder e força espiritual para enfrentarmos as adversidades: O apóstolo Tiago nos ensina que “a oração feita por um justo pode muito em seus efeitos”

Paulo utiliza duas palavras: oração e súplica. Oração, aqui, significa os pedidos em geral que fazemos a Deus. Súplica, nesse caso, são os pedidos específicos que fazemos a Deus. Isso mostra que devemos deixar bem claro a Deus aquilo que desejamos receber dele. E, a atitude da oração, deve estar baseada em outra atitude: a de esperar em Deus. Oramos e suplicamos a Deus também “com ações de graças”. Devemos entregar as nossas ansiedades e preocupações a Deus pela oração tendo um coração cheio de gratidão para com Ele. Quando pedimos algo a Deus em oração, estamos olhando o futuro. E quando fazemos isso com ações de graças estamos olhando para o passado. Enquanto oramos a Deus devemos nos lembrar dos grandes feitos que Ele realizou e tem realizado, e agradecê-lo por isso. Isso é ação de graças! Com a nossa mente nos lembramos do que Deus já fez. E com o coração nos alegramos e agradecemos as suas realizações.

O resultado destas três atitudes é o coração e a mente guardados pela paz de Deus: “E a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o vosso coração e a vossa mente em Cristo Jesus”. Quando confiamos a Deus a nossa vida através da oração e da súplica e reconhecemos seus feitos pelas ações de graças a paz de Deus vem sobre a nossa mente e coração. A Palavra nos revela que esta paz que guarda nossa mente e coração é “de Deus”, ou seja, Deus é a fonte dessa paz. Jesus disse: “Deixo-vos a paz, a minha paz vos dou; não vo-la dou como o mundo a dá”. Essa paz não pode ser conseguida através de recursos humanos. Somente Deus pode conferi-la.

E mais: essa paz de Deus “excede todo o entendimento”, pois não é possível explicá-la. Não é possível formulá-la. Está além do raciocínio humano. Mas é possível experimentá-la. Essa paz “excede todo o entendimento” porque é uma paz real experimentada mesmo em circunstâncias difíceis. Essa paz que vem de Deus é produto da oração e das ações de graças, pois a comunhão com Deus acalma nosso coração.

A paz de Deus tem um propósito e efeito protetor, pois ela “guardará o vosso coração e a vossa mente”. Paulo está usando um termo militar que representa soldados em guarda que vigiam e protegem uma cidade do lado de dentro do portão da cidade. Paulo compara a paz de Deus como uma sentinela, que patrulha o nosso interior e guarda a nossa mente e coração. Então, ficamos seguros como se estivéssemos dentro de um castelo impossível de ser invadido. A paz de Deus guarda a nossa mente e coração, não permitindo que circunstâncias adversas invadam e destruam o nosso homem interior.

Concluo demonstrando que a Palavra de Deus assevera que tudo isso acontece “em Cristo Jesus”, pois somente quem vive em comunhão com Jesus pode desfrutar da paz de Deus que nos protege. Quem sabe, você mesmo que está lendo este texto, não está anelando pela paz de Deus em sua vida? Quem sabe, sua mente anda debilitada, pois os seus pensamentos não têm sido os pensamentos de Deus? Quem sabe você precisa ter a sua mente transformada por Deus numa mente sadia? Quem sabe, o seu coração anda espiritualmente enfermo? Quem sabe, o seu coração não tem sido um coração segundo o coração de Deus? Quem sabe, você precisa ter seu coração sarado e restaurado? Quem sabe, o seu coração, isto é, a sua vida, ainda não pertença a Jesus Cristo, o único Senhor e Salvador?

Muitos precisam ter seu coração sarado e sua mente restaurada, mas para isso, precisam aprender a se alegrar no Senhor, em toda e qualquer circunstância; precisam, controlados pelo Espírito Santo, aprender a tratar as pessoas com moderação, com gentileza e com bondade; precisam aprender a levar a Deus suas preocupações através da oração com fé e gratidão no coração. Só então... e somente então... “a paz de Deus, que excede todo o entendimento, guardará o seu coração e a sua mente em Cristo Jesus”.

Amem!!