Aldo Pereira

"Não vim destruir, mas cumprir"

Por Aldo Pereira há 7 meses

A lei religiosa, contempla um Deus juiz, que julga todos os atos dos seres humanos. Busca, pela coerção e pelo medo, afastar os adeptos da religião do pecado ou do erro aos olhos de Deus. Entretanto, Cristo nos ensinou um Deus diferente: o do amor.

Pelos ensinamentos de Cristo aprendemos que Deus não é um juiz, mas a Justiça: Ele não julga, mas promove o que é justo. Dentro dessa nova visão de Deus temos que entender que Sua lei não pode ser coercitiva. Foi isso que Cristo ensinou ao afirmar que não veio para quebrar a lei, mas dar a ela o seu real sentido.

As religiões transformaram os ensinamentos dos mestres em leis coercitivas, que devem ser seguidas a qualquer custo. No entanto, Cristo nos pediu que as seguíssemos por amor ao Pai e não pelo temor da Sua Justiça.

As leis de Deus Não podem conter uma proibição, mas devem levar à compreensão do sofrimento que pode se causar ao agir de determinada forma. De nada adianta se decretar normas legais proibindo os atos, pois enquanto não houver no espírito a consciência de que não deve praticar o ato por amor, ele continuará praticando.

Toda lei busca bloquear a prática de atos que possam causar sofrimento a outrem, mas elas causam sofrimento a quem se submete a elas. Isto ocorre porque não existe uma consciência do sofrimento que se pode causar com a prática do ato, mas apenas o medo da pena.

Para se alcançar à consciência necessária para a não prática, o espírito tem que viver com o amor universal. Apenas a compaixão pelos outros e por si mesmo pode levar o ser a não praticar atos que firam outros.

A lei deve estabelecer os parâmetros da felicidade e não a proibição de atos. Todos os códigos legais devem se submeter a este preceito. Ao invés de proibir atos, a lei precisa estabelecer a forma de existir que leve à felicidade universal. Ao invés de dizer “não mate”, por exemplo, um código legal deveria afirmar: ame para não matar.

Espiritualismo ecumênico universal