Aldo Pereira

“O céu passará”

Por Aldo Pereira há 5 meses

O primeiro “céu” é o entendimento dado pelos cristãos não espíritas. Segundo eles, o paraíso é um local onde os espíritos, após saírem da carne, irão para “dormir”, aguardando o dia do juízo final. Este é o primeiro “céu”, que acabou quando Kardec nos trouxe o entendimento da existência de uma “vida” espiritual após o desencarne. O mundo dos espíritos não se compõe de forma, mas de essência. No céu, local de vida espiritual em qualquer densidade de matéria, os valores são determinados pela essência que o espírito atribui às coisas materiais e não pela forma destas. Uma escola não precisa ter paredes, salas, carteiras, mas deve ser um lugar onde se concentram ensinamentos, porque a sua essência é o ensino. Enquanto o espírito estiver preso às formas das coisas, precisará de um lugar específico para estudar onde existam as formas que ele acha necessárias; quando entender a essência, encontrará o ensinamento em qualquer lugar. No novo céu o espírito não necessitará de uma escola para aprender, mas onde estiver alcançará os ensinamentos que estão espalhados pelo Universo. Por isto, neste céu não existe a necessidade de paredes, quadro negro, carteiras...

Esta é a diferença entre o céu atualmente conhecido (de Kardec) e o novo céu. As construções, as cidades, não mais serão necessárias. Estes locais, como descrito, foram plasmados, ou seja, criados pela espiritualidade superior porque o espírito que ali vivia desconhecia a verdade da essência e ainda precisava de formas. Quando Jesus afirma que este céu acabará, está dizendo que os espíritos aprenderão a conhecer a essência das coisas e que não mais necessitarão de forma para poder executar atos. Após esta descoberta, o espírito poderá então alterar as essências que coloca nas coisas para atender aos ditames de Deus: amá-Lo, amar a si e aos outros. 

Espiritualismo ecumênico universal