Aldo Pereira

"O espiritual como serviçal"

Por Aldo Pereira há 1 semana

O ser humanizado, além de lutar contra Deus, chama aqueles que são submissos ao Senhor para formarem um exército para lutar contra o Senhor. Quando o ser humanizado chama Cristo para curar a sua doença, o mestre olha para ele diz: filho, foi meu Pai quem lhe deu esta doença; você acha que vou lutar contra ela? O ser humanizado chama Cristo para lhe tirar da pobreza, mas será que vocês acham que ele, que têm a consciência de que não cai uma folha da árvore sem que o Pai faça cair, vai lutar contra ela? Para vivermos com Cristo de uma forma desmistificada, temos que dizer que o ser humanizado deve pedir a ele que o auxilie para passar pelo que Deus está fazendo e não para que ele combata o Pai para retirar a cruz do seu ombro. É pedir ao mestre que nos carregue no colo nesse momento e não que lute contra Deus para mudar o caminho. O que estamos falando é diferente do que move a multidão que se arrasta atrás de Cristo hoje nos templos, nas casas de orações, nas igrejas ou nos centros. Eles sempre buscam o mestre presos ao eu, à sua vontade individual. Ninguém vai a estes lugares para pedir a Cristo que lhe dê mais situações de sofrimento. Todos vão lá pedir para si, para seu próprio benefício e o resto das pessoas do mundo que se danem. Se numa multidão que estiver na busca de Cristo o ser humanizado for o único abençoado tendo sua vontade atendida, achará aquilo uma maravilha. E o resto das pessoas que também estavam ali procurando? Ah, elas podem esperar...

Cristo não está à disposição dos seres humanos, mas sim dos espíritos para auxiliarem a estes na sua elevação. Se para isso é preciso que o ser humanizado passe por situações de sofrimento, é isso que o mestre fará.

Espiritualismo ecumênico universal