Aldo Pereira

É preciso mais, muito mais.

Por Aldo Pereira há 1 dia

Todos os espíritos estão na carne para enfrentar problemas, só para isso. E devem passar amando-os. Isto dá ao espírito alegria e felicidade, que se juntando a outras energias e posturas geram o amor universal. Desta forma não adianta dizer que já se doa tanto tempo para o trabalho espiritual, já faz trabalho social, já tem muito tempo do seu dia de doação e não ver o que faz no resto do dia. Neste momento esquece tudo o que é de Deus e age negativamente.

Doar-se não é só socorrer alguém, praticar a caridade. Doar-se é estar sempre valorizando o irmão, o amigo que está junto e ter todos como amigos, sempre. Isto é doar-se. Aquele que auxilia o próximo, por exemplo, por cinco horas diárias, fazendo trabalho de doação voluntária e o faz com verdade, com vontade e ainda não conseguiu acabar com a quantidade de energias negativas dentro do seu espírito, é porque esse espaço de tempo é pouco. Faça dez então, porque cinco horas não está sendo suficiente.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Conhecimento e sabedoria

Por Aldo Pereira há 2 dias
Todo ensinamento é como um barco que transporta o espírito pelo mar do conhecimento. Este barco nos levará do porto da ignorância até o da sabedoria. É o transporte leva os ignorantes para viverem em um mundo onde serão sábios.
Entretanto, ninguém pode afirmar que conhece o povo de algum lugar sem que tenha convivido com este. Pode visitar e conhecer pontos específicos, mas só saberá perfeitamente como é aquele lugar específico se viver lá, junto com os seus habitantes.
Por isto, não adianta apenas passear no barco entre os dois portos para dizer que se conhece a sabedoria: é necessário descer do barco e conviver no mundo dos sábios para se portar como tal.
Este pensamento nos leva a compreender que não se deve apenas aprender, mas também praticar. Aquele que apenas vive aprendendo idolatra o barco condutor, mas quando este voltar para a terra da ignorância, ele continuará a bordo e não mais será sábio. Afirmar que o barco é muito bonito, perfeito, limpo e arrumado (tem lógica), mas não colocá-lo na prática não garante a vida em novas terras.
O ensinamento é apenas um passaporte para a vida no novo mundo e não a própria vida. Ao ser atingido o ponto de chegada, é necessário que se caminhe por neste novo lugar, convivendo com seus moradores para que seja um deles. Apenas a prática do ensinamento pode transformar o espírito em um sábio.
Durante milênios a espiritualidade, comandada pelo Pai Supremo, tem passado ensinamentos para os espíritos encarnados. Todos eles objetivaram transformar a vida na carne (que premia a ignorância espiritual) para que ela sirva para a conquista da glória (sabedoria) na vida espiritual. No entanto, os espíritos que recebem estes ensinamentos prendem-se a eles apenas como “conhecimento” e deixam de colocá-los na prática.

Espiritualismo ecumênico universal
Aldo Pereira

Ser ou estar, eis a questão!

Por Aldo Pereira há 3 dias

Todo aquele que busca o espiritualismo acaba encontrando os mestres ditos orientais (Lao-Tsé, Krishna e Buda) e descobre a grande realidade: ele é um espírito que está humano. A partir desta conscientização seria necessário que cada um buscasse voltar a ser o que é, mas para isso é necessário que deixe de ser o que está. Aí começa o problema.

Quem tem coragem de deixar a paternidade que está vivendo e lhe dá o ilusório poder de dirigir a vida dos outros, para ser apenas um irmão universal do próximo? Quem tem coragem de abandonar a masculinidade ou feminilidade que está para ser o espírito assexuado que é? Quem tem coragem para abandonar a posição de juiz (julgar o certo e o errado, o bem e o mal das coisas do mundo) que está vivenciando para exercer o amor absoluto que faz parte do que é?

Quem, enfim, teria coragem de abrir mão da ilusória capacidade de criar situações da vida, de planejar futuro, de ser o protagonista da vida, para, repousando em Deus, assisti-la apenas, como recomendam os mestres? Poucos.

Muitos sabem que não são o que estão, mas não conseguem deixar de ser o que estão para ser o que são na realidade. Isto porque tem medo de perder a aprovação da humanidade que cobra de cada um uma posição religiosamente correta de defesa da vida humana. É, é preciso ter coragem para se ser uma metamorfose ambulante do que ter a velha opinião formada sobre tudo.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Escravidão "reestilizada"

Por Aldo Pereira há 4 dias

Analisando por esse aspecto, podemos afirmar que a Lei Áurea acabou com a coação e o constrangimento a outrem para que obedeça aos desejos do seu senhor? Será que essa lei deu realmente a liberdade aos seres humanos? Basta analisarmos o dia a dia da vida de qualquer ser humano para compreendermos que isso não ocorreu. Ainda hoje os senhores de escravo estão por aí. Não mais contraventores ou negreiros que praticam uma atividade ilícita, mas professores da lei que se baseiam nos critérios dualistas (certo e errado, bonito e feio, moral ou amoral, bom ou “mal) ditados pela sociedade para escravizar os outros seres aos seus desejos. Transforma-se em senhor de escravo todo aquele que quer comandar a vida de outro, por meio da coação e do constrangimento. Todos aqueles que apontam os erros dos outros, todos aqueles que querem consertar os outros, todos aqueles que querem ditar normas de procedimento padronizadas.

Age desta forma para buscar o lucro individual: o prazer. Está sempre preocupado que suas leis e seus padrões individuais sejam satisfeitos pelo próximo como se somente ele conhecesse a verdade das coisas. Da mesma forma que os senhores de ontem, utiliza a força bruta para coagir o próximo para que trabalhem em seu benefício. Não mais a chibata de couro, mas a de carne. Ao invés do chicote impiedoso, hoje utiliza a língua para coagir e constranger seus escravos. Não mais o tronco, mas os gritos e críticas que humilham o próximo. Agora, passado mais de um século que a Lei Áurea foi promulgada, é preciso que a liberdade chegue ao país. Não a falsa liberdade, aquela concedida apenas no papel por uma lei, mas a verdadeira liberdade.

Está na hora dos senhores de escravo (os professores da lei, aqueles que se julgam detentores da verdade) promulguem a alforria de seus escravos. Para isso é fundamental a doação da razão.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Esqueça o "mundo" espiritual.

Por Aldo Pereira há 5 dias

Apesar de imaginar o contrário, vocês, seres humanos, nada podem conhecer sobre o chamado mundo espiritual. Existe um mundo que vocês não conhecem. Ele é imaterial, mas está preso ao orbe terrestre. Ou seja, é um mundo terrestre, humano e não espiritual. Esse mundo se chama “mundo dos devas”. Este nome está designado assim para este mundo no Bhagavad Gita. Ele é o mundo espiritual da Terra. Os que ali vivem são seres elementares da Terra. Em outras palavras: são os Espíritos sem corpo humano, mas que ainda estão humanizados. Por isso, mesmo tendo a essência espiritual – o que, aliás, o encarnado também possui – são seres humanos, moradores de orbe e não do Universo Universal. Todos os Espíritos ao qual qualquer ser humanizado tenha se referido, falado, visto ou trabalhado, incluindo eu, são seres humanos sem carne e não Espíritos. Moram no mundo dos devas e não no mundo espiritual superior. Estão presos em um planeta, no caso a Terra, e não no Universo Universal. É este mundo, que as outras doutrinas não falam, mas que Krishna cita como o mundo dos devas, que o ser humanizado pode alcançar usando-se da razão. Isso porque neste mundo existe a presença da razão humana. Por isso ele não é um plano espiritual superior, mas uma simples extensão do orbe terrestre. Sendo assim, quem vai lá não sai daqui... É por isso que acreditar que apenas alcançar este mundo de nada resolve para aquele que realmente quer buscar a elevação: o ser que acredita nele como realidade vai para lá, mas tem que voltar a encarnar na Terra. Persistir na busca destes Espíritos ou do mundo deles é viver num eterno bate e volta: encarna e desencarna... Só que como já vimos muitas vezes, por causa da transição do mundo provas e expiações para o de regeneração, não existe mais tempo de se voltar a este planeta. Sendo assim, aquele que hoje desencarnar terá o dia do seu juízo final, como ensinado por Cristo na sua pregação.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Deus vivo ou morto?

Por Aldo Pereira há 6 dias

Para aqueles que convivem com um Deus morto, o inimigo está sempre à espreita nas esquinas... Na concepção daqueles que convivem com o Deus morto qualquer um pode prejudicá-lo. Seja o cigarro, a bebida, o assassino, os acidentes, todos estes elementos, regidos pelas suas propriedades intrínsecas, podem agir sem que o Pai possa fazer nada. É daí que advém o medo... Mas, o que será o medo das coisas da via? A falta de fé. E, por que ela não existe? Porque Deus está morto inoperante para estes... Para aqueles que convivem com a teoria de que o Senhor apenas criou os elementos e que, a partir de então, são as suas propriedades que regem suas ações, ter fé é impossível, pois a sombra do ser vitimado o acompanha diuturnamente.

Por isso disse que este deveria ser um debate aberto para todas as seitas e doutrinas, quer seja espírita ou não. Sem a crença no Deus vivo, ativo, operante, Causa Primária de todas as coisas, não pode haver o exercício da fé que, segundo Cristo, é o motivador da felicidade do espírito.

Termino, então, com uma pergunta: SEU DEUS ESTÁ VIVO OU NÃO?

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

"Onde estiver o teu tesouro, estará o teu coração."

Por Aldo Pereira há 1 semana

O palácio não significa merecimento maior e uma casa humilde, merecimento menor, mas que todos os dois são instrumentos carmáticos da existência de um ser humanizado. Muitos moram em palácios e vivem no inferno (são infelizes) e, por este motivo, são pobres, enquanto diversos habitantes de rua vivem no céu (felicidade universal) e são ricos. O valor do bem não é material, mas aquele que o espírito concede a ele. A riqueza de um ser não se encontra na quantidade ou qualidade de bens materiais que possui, mas é determinada pela sua capacidade de ser feliz. A felicidade do ser é o seu bem maior. Aqueles que vivem em um local de moradia de apenas um cômodo e são felizes, possuem mais bens espirituais do que aqueles que são infelizes em propriedades maiores. A grande verdade, no entanto, é que pouquíssimos seres na carne são felizes. Os que moram na rua querem uma casa; quando habitam uma casa, passam a desejar outra que tenha mais cômodos... O ser humano não consegue ser feliz com o que tem, pois está sempre desejando mais.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

A espada da sabedoria destrói a ignorância...

Por Aldo Pereira há 1 semana

O que pode matar a intenção? A sabedoria material não pode ser, pois enquanto você souber distinguir uma cor da outra sempre haverá uma que gosta e outra que não. Sendo assim, o que pode matar a intenção é a ignorância... Somente ignorando as nuances das cores se acaba com a intenção de ter uma e a de não ter outra... É isso que eu queria mostrar. O que nós consideramos como ignorância é sabedoria, pois ela é instrumento para o fim das intencionalidades. O sábio na busca da entrega a Deus é aquele que nada sabe e o ignorante é aquele que sabe tudo. Por isso Cristo disse: “louvado seja Deus que ocultou dos sábios o que mostra aos simples” Deus não pode mostrar nada àquele que acha que sabe justamente porque ele acha que sabe. Portanto, para viver a yoga do conhecimento é preciso matar todo o saber. Este é o caminho para o conhecimento, pois enquanto houver saber ele será utilizado contra você já que irá gerar uma intenção.

O saber do ser humanizado é como um código de leis. A partir do momento ele sabe algo gera uma intencionalidade dualista: o que quer que aconteça e o que não quer, o que gosta e o que não gosta, o que é limpo e o que é sujo, o que é bonito e o que é feio... O saber cria parâmetros para as coisas do mundo e quem vive com parâmetros é um ignorante porque estes são fundamentados apenas em verdades relativas, verdades planetárias, e não universais. Portanto, quem busca acabar com sua intencionalidade para ligar-se a Deus precisa usar a ignorância sobre as coisas do mundo e matar o seu saber. Afinal, o que é o querer saber, conhecer a verdade? É como diz Salomão: “tudo é correr atrás do vento”... Você corre atrás da verdade, mas jamais vai possuí-la, pois neste mundo ela se altera constantemente.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

O espírito pensa diferente.

Por Aldo Pereira há 1 semana

A consciência da diversidade de normas entre cada comunidade que o código moral possui é importante quando vamos investigar o comportamento humano à partir das informações dos espíritos sobre a existência do ser universal quando liberto da mente humana. Isso porque, este grupamento de seres possui o seu próprio código moral, que, de acordo com o Espírito da Verdade, é diferente dos preceitos dos humanos:

“Logo que este (o espírito) se desliga da matéria, cessa toda ilusão e outra passa a ser a sua maneira de pensar”. (O Livro dos Espíritos, pergunta 266)

Se o espírito quando liberto da matéria possui outra forma de pensar, ou seja, de encarar os acontecimentos de sua existência, isso o leva a ter hábitos e costumes diferentes daqueles que estão encarnados. Tal consciência nos leva necessariamente a entender que existe um código moral diferente para eles. Sendo o espiritualista o ser que acredita haver em si algo além da matéria e que por isso deve priorizar os valores deste algo mais, mesmo quando encarnado, deve-se, portanto, analisar os valores morais do mundo carnal à luz daqueles com que convivem os libertos da matéria para, então, se conseguir esta vivência. Este é o ponto de partida para qualquer trabalho de reforma íntima do espírito na carne para levá-lo à elevação espiritual: averiguar a moral humana a partir das informações espirituais e com isso abandonar a defesa destes interesses. Fazendo esta averiguação e colocando o resultado em prática no seu modo de pensar, o espiritualista extirpa a mãe de todos os males: o egoísmo...

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Aldo Pereira

Melhor mantra para desposuir

Por Aldo Pereira há 1 semana

O despossuir não está vinculado apenas aos elementos materiais, mas a todas as coisas do mundo. O despossuir não pode ser aplicado apenas aos objetos, mas deve ser, principalmente, trabalhado naquilo que Buda chamou de "paixões".

Paixões são os padrões positivos do espírito. Querer a paz, que todos tenham comida, que todos possuam um teto, enfim, que as coisas estejam dentro dos padrões que nós achamos "certos". Isso são paixões humanas e não espirituais, pois, como diz o Espírito da Verdade, a desigualdade social é necessária como instrumento de carma no atual estágio de elevação espiritual que se encontram aqueles que estão reencarnados no planeta Terra. As paixões são os "quereres", mas também são os "não querer" algo. Tudo aquilo que o ser humanizado "torce" para que não aconteça com ele ou com o próximo, é uma paixão e faz parte apenas deste "mundo", pois liberto do véu da ignorância que o cerca (a ação maya criada pelo ego) o espírito compreende que nada acontece por acaso, mas em tudo está uma emanação de Deus. As paixões, portanto, são coisas deste mundo e precisam ser objeto de trabalho para libertação de sua ação. Mas, como realizar isso? Como, insuflado pelo ego que "força" para que haja o êxtase do prazer ou a depressão da dor manter-se indiferente? Não é um trabalho fácil, mas para nos auxiliar os amigos espirituais nos ensinaram um mantra poderoso.

Pois foi para ajudar-nos a vencer o apego às coisas materiais que os amigos espirituais nos ensinaram o seguinte mantra: DANE-SE. Aí está o som que pode nos ajudar no desapego.

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