Aldo Pereira

O Homem No Mundo

Por Aldo Pereira há 2 horas

Um sentimento de piedade deve sempre animar o coração daqueles que se reúnem sob o olhar do Senhor, implorando a assistência dos Bons Espíritos. Purificai, portanto, os vossos corações. Não deixeis que pensamentos fúteis ou mundanos os perturbem. Elevai o  vosso espírito para aqueles a quem chamais, a fim de que eles possam, encontrando em vós as disposições favoráveis, lançar em profusão as sementes que devem germinar os vossos corações, para neles produzir os frutos da caridade e da justiça.

Não penseis, porém, que aos vos exortar incessantemente à prece e à evocação mental, queiramos levar-vos a viver uma vida mística, que vos mantenha fora das leis da sociedade em que estais condenados a viver. Não. Vivei com os homens do vosso tempo, como devem viver os homens; sacrificai-vos às necessidades, e até mesmo às frivolidades de cada dia, mas fazei-o com um sentimento de pureza que as possa santificar.

Fostes chamados ao contato de espíritos de naturezas diversas, de caracteres antagônicos: não melindreis a nenhum daqueles com quem vos encontrardes. Estai sempre alegres e contentes, mas com a alegria de uma boa consciência e a ventura do herdeiro do céu, que conta os dias que o aproximam de sua herança.

UM ESPÍRITO PROTETOR

Bordeaux, 1863.

O evangelho segundo o espiritismo

Aldo Pereira

Tudo está em você.

Por Aldo Pereira há 1 dia

 “cada um possui em si o princípio da felicidade ou da sua desgraça” ( espírito da verdade).

Ou seja, o umbral e as cidades espirituais não estão no universo, mas dentro de cada um. Tanto o gozo das penas quanto das glórias são vividos apenas no interior de cada um. Aliás, essa informação corresponde exatamente a um ensinamento de Cristo através do evangelho apócrifo de Tomé:

“003. Jesus disse: Se aqueles que vos guiam vos disserem: vê, o Reino está no céu, então os pássaros vos precederão. Se vos disserem: ele está no mar, então os peixes vos precederão. Mas o reino está dentro de vós e está fora de vós. Se vos reconhecerdes, então sereis reconhecidos e sabereis que sois filhos do Pai Vivo. Mas se vos não reconhecerdes, então estareis na pobreza, sereis a pobreza.”

O umbral e as cidades espirituais estão dentro de cada um, são apenas ideias racionais. Afirmo isso porque dentro do espírito, de sua consciência, o que está presente no momento em que está humanizado são as ideias geradas pela personalidade humana que está vivenciando e não a verdade, o conhecimento da realidade real.

Por isso digo que acreditar que para o espírito existe tanto o umbral quanto as cidades espirituais é querer criar um padrão humano para algo que é espiritual. Trata-se de alguém movido pela realidade ilusória, humana, que projeta estas concepções para o universo espiritual.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Espiritual

Por Aldo Pereira há 2 dias

Quer dizer que não existe umbral, cidade espiritual, aerobuss e violetas na janela no mundo espiritual?

Não, não existe.

Mas o que existe no mundo espiritual?

Tudo que você acredita que existe.

Mas eu acredito em cidade espiritual, então existe?

Sim, mas no seu mundo mental e continuará existindo até você se desligar da mente humana. 

Mas verdadeiramente, o que existe no espiritual?

Tudo aquilo que não é possível explicar, pois você relacionará ao mundo humano. 

Livro dos Espíritos

Sobre Espírito 23 – a)Qual é a sua natureza íntima?

— Não é fácil analisar o espírito na vossa linguagem. PARA VÓS, ELE NÃO É NADA, porque não é coisa palpável; mas. para nós, é alguma coisa. Ficai sabendo: nenhuma coisa é o nada e o nada não existe.

Aldo Pereira

Quem vive igual terá igual fim.

Por Aldo Pereira há 4 dias

O umbral, portanto, é uma ideia humana, mas não só ele. Quando se fala em entendimento do que é espiritual, tudo o que é concebido pela mente humana também o é. As obsessões, por exemplo, também são criações de lógicas humanas e não realidades universais. Um espírito não obseda o outro, ou seja, não se junta a outro para conduzi-lo à desgraça.

“... os espíritos se juntam por afinidade”.

Por isso, para que a obsessão, como vocês conhecem, exista, é preciso que os dois comunguem da mesma coisa. Se um deles não comungar, jamais estarão próximos. Sendo assim, jamais haverá um obsedando o outro.

Por causa disso afirmo: não há um espírito que consiga obsedar outro se não houver afinidade de ideias. Se isso é real, ninguém pode obsedar quem quiser.

Por isso, dentro dessa conversa que estamos abordando o valor das coisas espirituais para os seres humanizados, afirmo que precisam libertar-se de todas as ideias que têm até hoje sobre o universo espiritual. Oriento-lhes que não sejam como os seres humanos que acreditam na ideia da existência do umbral ou das cidades espirituais e tantas outras criações humanas para o mundo dos espíritos.

Quem vive do mesmo jeito que alguém terá o mesmo fim. Se não viver diferente, não conseguirá resultado diferente.

Libertem-se da ideia da existência de um mundo espiritual onde haja ônibus espacial, casas, ruas, flores. Não acredite nisso, porque você é espiritualista, ou seja, vive para as coisas do mundo de lá e estes elementos são do mundo de cá, fazem parte das atividades humanas. A humanidade, o ser humano, se fosse fiel ao que diz acreditar, deveria simplesmente dizer: ‘não posso saber nada sobre a outra vida’. O ser humano não pode saber como o espírito evolui, quem é, como age, onde mora ou como se comunica no Universo, pois como se diz espírita ou espiritualista acredita em O Livro dos Espíritos e lá está escrito que o ser espiritual para os humanos é um nada. Ter essa consciência demonstraria a fidelidade ao que afirma acreditar. Como não existe a fidelidade, afirma acreditar em O Livro dos Espíritos e ao mesmo tempo na existência do umbral ou das cidades espirituais.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

"Isso é até ridículo"

Por Aldo Pereira há 5 dias

Se Cristo, Espírito da Verdade, Buda, Krishna e Maomé foram unânimes em dizer que nada acontece sem que o Pai faça acontecer, como alguém, que não está investido da missão de trazer ensinamentos, mas sim da missão de ser o gerador do carma dos outros, pode contestar essa informação?

Esse é o grande aspecto. Os mestres, aqueles que tinham a missão de trazer os ensinamentos que devem guiar os seres humanizados nas suas encarnações, ensinam alguma coisa e o ser encarnado, o espírito que está em provas e expiações quer contestar o que aquele espírito elevado foi incumbido de trazer ao mundo humano. Isso é até ridículo...

No mundo de vocês tem um ditado: manda quem pode, obedece quem tem cabeça. Obedece quem sabe que quem manda pode mandar. Por isso afirmo que o ser encarnado comum ou o espírito em provas e expiações, deve compreender que precisa aceitar o que o mestre fala, ao invés de, quando lhe interessa, contestar o que é dito.

Segundo aspecto de sua questão. A partir da existência de uma causa primaria, você me pergunta se não devem lutar por um mundo mais justo. Essa luta à qual você se refere, é física, é ato, é acontecimento. Sendo assim, essa luta não é causada por vocês, mas criada pela causa primaria de todas as coisas. Portanto, se lutar, lutou; se não lutar, não lutou. Se lutar é porque Deus criou a sua luta; se não lutar é porque Deus não criou aquela luta.

Além disso, Ele pode criar para uns e pode não criar para outros. Então, se Ele criou para você, viva porque Ele está criando. Agora, se não criou para outros, não tome como obrigação ter que lutar, porque se aceitar a ideia da obrigação de lutar, ao invés de aceitar a ideia de que a causa primaria faz uns lutarem e outros não, você vai acabar criticando quem não luta.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

O amor em todos os momentos.

Por Aldo Pereira há 6 dias

Quem compreende a atividade do espírito sabe que a cada momento há um amor sendo vivenciado e por isso pode optar em como amar: individualmente ou universalmente. Já aquele que está preso às múltiplas atividades ilusórias que a mente cria, perde-se, pois a cada momento está praticando uma ação diferente e com isso se concentra na ação e não no amar.

Agora, repare que estou falando em amar de coração e não de razão. Qual a diferença entre as duas coisas? Amar pela razão é ter motivos para amar; amar de coração é ter esse sentimento sem motivação. Por isso posso dizer que aquele que aproveita a oportunidade da encarnação para aproximar-se de Deus é quem tem o seu coração sempre leve e solto de quaisquer amarras. Este é aquele que ama a Deus sobre todas as coisas e ao próximo como a si mesmo. Quem vive isso não tem amarguras, ressentimentos ou ansiedades no seu coração. No entanto, para viver desta forma é preciso que esteja concentrado em cada momento de sua existência em acabar com a multiplicidade de realidades e com as possíveis reações e concentrar-se apenas em viver a atividade espiritual. Só quem faz isso pode concentrar-se na forma como ama. Aquele que está iludido pelas múltiplas atividades tem tanta coisa para se atentar que se esquece de verificar como está amando.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Os valores são outros.

Por Aldo Pereira há 1 semana

O espírito não trata a vida humana pelos mesmos elementos que a razão utiliza para definir o que é vida. A trata com os elementos espirituais, ou seja, a partir dos objetivos da encarnação. Para os espíritos não há ninguém vivo ou morto, mas sim seres que vivem uma encarnação humana ou não.

Essa é a primeira questão que precisamos levantar para nós que dizemos que estamos buscando nos aproximar de Deus: a vida humana é uma encarnação.

A partir desta consciência, descobrimos que para nós, quanto o é para os espíritos, o significado dos acontecimentos não são os mesmos para os seres libertos da materialização e os não libertos. Quem está preso à condição humana como se ela fosse a realidade do universo, a vida é vivida com valores humanos: nascer, crescer, estudar, namorar, casar, trabalhar. Só que os valores que a mente humana vivencia em cada uma dessas situações não existem para os espíritos libertos da materialidade. Eles vivem uma encarnação e nela não há nascimento, crescimento, namoro, casamento estudo ou trabalho profissional. Tudo isso é substituído por outros valores. Portanto, a primeira mudança que o buscador precisa fazer para poder aproveitar a encarnação é substituir a ideia de que está vivo pela de que está encarnado. Você não está vivo, não está vivendo uma vida humana. Você é um espírito e como tal precisa compreender que está vivendo encarnação.

Vocês, como humanizados que são, tratam os acontecimentos como atividades de uma vida, mas os espíritos não tratam esses elementos dessa forma. Para poder se mudar a forma como se vive é importante se atentar à palavra atividade, pois é nela que se reconhece o buscador de Deus e aquele que não só se importa com a vida humana. Isso porque o buscador vive durante uma existência atividades diferente daqueles que simplesmente se contentam em ser humano.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Resíduos dos costumes bárbaros.

Por Aldo Pereira há 1 semana

A vingança é um sentimento tanto mais funesto, quanto à falsidade e a vileza são suas companheiras assíduas. Com efeito, aquele que se entrega a essa paixão cega e fatal quase nunca se vinga às claras. Quando é o mais forte, precipita-se como uma fera sobre o que considera seu inimigo, pois basta vê-lo para que se inflamem a sua paixão, a sua cólera e o seu ódio. No mais das vezes, porém, assume uma atitude hipócrita, dissimulando no mais profundo do seu coração os maus sentimentos que o animam. Toma, então, caminhos escusos, seguindo o inimigo na sombra, sem que este desconfie, e aguarda o momento propício para feri-lo sem perigo. Ocultando-se, vigia-o sem cessar, prepara-lhe cilada odiosa, e quando surge à ocasião, derrama-lhe o veneno na taça.

Se o seu ódio não chega a esses extremos, ataca-o na sua honra e nas suas afeições. Não recua diante da calúnia, e suas pérfidas insinuações, habilmente espalhadas em todas as direções, vão crescendo pelo caminho. Dessa maneira, quando o perseguido aparece nos meios atingidos pelo seu sopro envenenado, admira-se de encontrar semblantes frios onde outrora havia rostos amigos e bondosos; fica estupefato,quando as mãos que procuravam a sua agora se recusam a apertá-la; enfim, sente-se aniquilado, quando os amigos mais caros e os parentes o evitam e se esquivam dele. Ah!, o covarde que se vinga dessa forma é cem vezes mais criminoso que aquele que vai direto ao inimigo e o insulta face a face!

Para trás, portanto, com esses costumes selvagens! Para trás com esses hábitos de outros tempos! Todo espírita que pretendesse ter, ainda hoje, o direito de vingar-se, seria indigno de figurar por mais tempo na falange que tomou por divisa o lema: Fora da caridade não há salvação.

JULES OLIVIER, Paris, 1862

O evangelho segundo o espiritismo

Aldo Pereira

Como viver a felicidade?

Por Aldo Pereira há 1 semana

O que lhe ajuda a viver o aqui e agora com felicidade? Estar atento às formações mentais para detectar as criações que não geram felicidade. Estar atento para descobrir porque sofre. Isso lhe ajuda. Agora, se conseguirá isso pela meditação ou não depende de cada um, é caso a caso.

Se para você a meditação ajuda, faça. Nesse caso respondo que ela ajuda. Se para outros não ajuda, digo: não faça meditação porque ela não ajuda.

Se responder genericamente sim à sua questão, aqueles que não conseguem fazer meditação vão sofrer, pois vão achar que são incapazes de realizar alguma coisa. Por isso, se respondo dessa forma, ao invés de estar ajudando a todos, estaria piorando as coisas para alguns.

É o que já falei: não tenho respostas para nada. A resposta para suas perguntas é você que tem que conseguir. O que posso dizer é que precisa fazer de tudo para viver o aqui e agora com felicidade. Para isso, faça o que puder e deixe os outros fazerem o que puderem.

Espiritualismo ecumênico universal

Aldo Pereira

Faça por você.

Por Aldo Pereira há 2 semanas

Tem muita gente que decora ensinamentos e assume a postura de mestre e a partir de qualquer coisa que o outro faça ou fala diz: ‘você está errado, eu sei a verdade’. Só que não se ajuda ninguém ensinando alguma coisa, porque nenhum encarnado tem uma resposta absoluta para dar os outros. Mesmo que tivesse, isso não garantiria que o outro acreditasse. Por isso, é preciso deixar que os outros cheguem às suas própria respostas. Para isso é preciso que não haja um mestre. As respostas que cada um chega são obtidas através da observação dos outros. Por isso, digo: se quer ajudar alguém, faça por você. Aliás, elevação espiritual, em termos humanos, é uma atitude individualista. Só quando estiver buscando para si poderá ajudar alguém, pois assim estará exemplificando ao invés de ensinando. Essa é a grande diferença. Quer ajudar alguém? Exemplifique o ensinamento que quer passar para aquela pessoa e a deixe ela captar o cainho para a felicidade.

Participante: então o ditado correto seria: quando o aluno está pronto o mestre desaparece?

Mais do que o mestre desaparece: quando o aluno está pronto, o próprio ensinamento desaparece.

Já disse por diversas vezes que vocês precisam ter atenção plena para reconhecer que a sua mente está em contrariedade com o agora porque desejaria ter um presente diferente. Isso é um ensinamento. Na hora que estiverem prontos, ou seja, na hora que interiorizarem o que ouvirão, nem se lembrarão do ensinamento. Nesse momento fará automaticamente, ou seja, sem se lembrar que há um ensinamento para ser posto em prática.

Então, sim, na hora que o aluno está pronto, o mestre e o ensinamento somem.

Espiritualismo ecumênico universal