Roosevelt Cardoso

A FUGA DE ALCATRAZ

Por Roosevelt Cardoso há 1 ano

A FUGA DE “ALCATRAZ”

Analogamente à fuga de Alcatraz, em que dois irmãos conseguiram fugir utilizando  objetos da própria prisão, o “ser” liberta-se da mente.

Empregando os elementos da própria mente, o ser busca meios de se libertar dela. No início, o grau de dificuldade é maior, pois a idéia de “ser” ainda é fraca pra perceber a prisão em forma de pensamentos. Só notará isso depois de encarcerada por eles.

Com a prática do foco em si mesmo, a auto atenção vai se tornando mais forte e, quanto mais tempo permanecermos no “eu”, temos mais auto consciência pra reconhecermos a prisão antes de se tornarem pensamentos.

À medida que ficamos mais estabelecidos no “ser”, começamos a perceber que esses pensamentos surgem porque são comuns a nós. Nesse momento, a atenção permanece no “eu” que está consciente do pensamento. Sem a atenção, o pensamento perde a energia que necessita para sobreviver e tende a desaparecer.

Sempre que desviamos qualquer pensamento de nossa atenção, mantendo a intenção no “eu”, enfraquecemos esses condicionamentos que dão origem aos pensamentos. Com isso, cria-se espaço para o amor e para a capacidade de nos mantermos aí, livres.

A auto atenção aliada à entrega a Deus, possibilita essa transmutação interior que vai eliminando o nosso inconsciente. Tudo isso deixa um espaço de pura consciência, paz e liberdade que nunca imaginávamos poder alcançar.

     

Roosevelt Cardoso

QUE MUNDO É ESSE?

Por Roosevelt Cardoso há 1 ano

QUE MUNDO É ESSE?

      Por uma necessidade de auto consciência a mente cria um mundo no qual nos vemos de forma bastante real dentro dele e o que mantém essa ilusória manifestação é essa mesma crença em sua realidade. Existimos nesse mundo não com o propósito de mantê-lo, mas de perceber sua irrealidade. Diante da dor o ser humano só encontra uma alternativa, fugir, encontrar uma maneira de acabar com o sofrimento  e faz isso porque toma esse mundo como real.

      Toda essa irrealidade, dor, sofrimento  deixarão de existir não a partir do momento em que eu não sentir dor, mas à medida em que questiono, “quem sofre”, quem vai imergir e viver os pensamentos ou observá-los. A  crença no eu como sendo real, personificado  é quem cria esse mundo ilusório e aí a dor dói e o sofrimento machuca. Quem sou, eis a única questão.      

Roosevelt Cardoso

A ILUSÃO SISTEMA HUMANO DE VIDA

Por Roosevelt Cardoso há 1 ano

A ILUSÃO

SISTEMA HUMANO DE VIDA

Não há aonde ir, nem menos o que buscar. O caminho é uma ilusão projetada a partir do ser. Não há alguém a ser salvo, não existe a salvação. O fim da ideia de querer se libertar é o próprio estado de libertação sem que aja alguém aí.

Não existe ninguém preso, a não ser a própria ideia de estar aprisionado. Não há prisão. O sistema humano de vida nos induz a acreditar nisso quando, como existência real, é projetado a partir do consenso entre o ser e a mente, criando a vida e a personalidade.

Uma vez estabelecido esse acordo dentro do espaço tempo, cabe ao próprio ser despertar da inconsciência via sofrimento auto-imposto, ou de forma diversa, sempre que possível não se permitir entrar nele, rejeitando qualquer argumento da mente. Aí, não haverá espaço, nem tempo e nem alguém que sofre.

Roosevelt Cardoso

O FLUIR DA VIDA

Por Roosevelt Cardoso há 1 ano

      A vida flui sem que tenhamos o menor controle sobre ela,  os pensamentos ativam em nosso corpo mental todas aquelas energias, memórias que precisam ser vivenciadas criando os atos do dia a dia, não temos a menor culpa ou responsabilidade pelo ocorrido, mas e qual seria então nossa responsabilidade, qual o real sentido da vida, qual o propósito? O de nos tornarmos  conscientes de tudo aquilo que está inconsciente em nós, o subconsciente. Diante de todas as verdades individuais vividas ou vivenciadas em todo esse período de conflito, o que se observa, os erros ou acertos, as escolhas?

      Não, nada disso existe ou existiu, tudo o que ocorreu foi da forma exata como deveria ter acontecido, nada poderia ter sido diferente, pois a vida é quem determina o que vai acontecer. Quanto aos propósitos, como recobramos nossa consciência original diante dos atos e circunstâncias da vida? Despertando dentro de si o observador aquele eu que vai observar as ações do ego-mente, ex: estou dirigindo no trânsito e sou “trancado” me observo, me percebo e melhor me assumo completamente irritado, e isso não me traz a mínima preocupação ou culpa por estar assim. Pronto, tomei consciência de um aspecto inconsciente em mim até então ignorado pela minha identificação com a raiva, esse ato de me observar enfraquece esse aspecto raiva que faz parte de minha personalidade.

                             “Tudo é revelado ao ser exposto à luz e tudo que é exposto à luz, se torna luz”.

                                                                                                                                               Paulo.