Wilson Pedro

A cadeira de Atanazio

Por Wilson Pedro há 1 ano

Atanazio reencarnou com vistas a trazer para si mesmo oportunidade de redenção em face de desatendimento aos preceitos de todos os mestres. Atanazio teve uma vida normal, como qualquer espirito que vivencia a possibilidade de estar humano para dar continuidade ao seu adiantamento moral e ajudar o pai divino em sua obra. Todavia, no começo da juventude era a chegada hora de valer fazer seu pedido de ajuda àqueles que Deus colocou em seu caminho através da mediunidade. Atanázio em seu saber juvenil era totalmente refratário aos apelos do alto, apesar das constantes intuições que recebia da espiritualidade, bem como desdenhava de todos que porventura quisessem alertá-lo quanto a manter certa harmonia, tolerância e respeito para com todos que pensassem e agissem diferente dele. Intransigente e debochado. Durante o repouso, recebia as orientações dos seus mentores que relembravam-no quanto aos compromissos assumidos com CRISTO e ele sempre repetia a mesma: Desculpem-me, esqueci. Veio a maturidade e as consequências de um pensamento intransigente se manifestam rapidamente dos corpos sutis para o corpo físico, o que faz com que logo desencarne, vítima de seus próprios venenos que tomaram conta de seus corpo físico e deixaram sequelas em seus corpos perispirituais. Em sequência, após sorver o fel de seus próprios pensamentos e sentimentos e, após a sua regular depuração, é chamado a presença do CRISTO. Ao chegar, percebe que Cristo preside uma imensa reunião com milhares de espíritos e estão todos sentados e há um lugar vago sem cadeira. Cristo convida Atanazio para sentar-se à sua mesa. Atanázio meio sem jeito, fala: - Mestre onde está a minha cadeira? Cristo, em sua imensa brandura, olhando fixamente nos olhos de Atanazio lhe fala: - Desculpe-me esqueci. Nesse momento, vem à mente de Atanazio todas as vezes em que dava a mesma resposta quando instado a cumprir com seus compromissos espirituais. Envergonhado, fez menção de retirar-se do local, entretanto Cristo lhe dá uma abraço e fala: - Atanazio, para sentar-se a esta mesa, antes de mais nada é preciso construir a sua própria cadeira. Como sabes, para esta cadeira ser construída é preciso utilizar-se dos materiais que DEUS nos fornece tais como a alegria, a igualdade e a compaixão. Tendo alegria em seu coração, por mais que a vida lhe dê aquilo que você não quer, saberá que as contrariedades poderão se superadas com a confiança no PAI. Quanto a igualdade, você sabe que cada irmão tem o direito de ser, estar e permanecer da forma que lhe apraz, independente se isso lhe agrada ou não. Respeitar o direito do outro ser diferente de você é ama-lo do jeito que está e não do jeito que você gostaria que ele fosse. A compaixão é o tempero das outras duas qualidades, pois significa que você compreende as necessidades suas e de seu próximo com o mesmo juízo de valor e sem querer saber o porquê das coisas serem do jeito que são. Lembre-se cada qual lá está (na Terra) com o fim de aprimorar-se e dar sua colaboração na Divina Obra do Nosso Pai. Atanazio pensativo ainda pergunta a CRISTO: - E quais são as ferramentas necessárias para trabalhar todos esses elementos e construir a minha cadeira? Cristo então diz: é a boa vontade. Volte lá e construa sua cadeira, pois estarei aqui te esperando. Amém.