Roosevelt Cardoso

A FUGA DE ALCATRAZ

Por Roosevelt Cardoso há 10 meses

A FUGA DE “ALCATRAZ”

Analogamente à fuga de Alcatraz, em que dois irmãos conseguiram fugir utilizando  objetos da própria prisão, o “ser” liberta-se da mente.

Empregando os elementos da própria mente, o ser busca meios de se libertar dela. No início, o grau de dificuldade é maior, pois a idéia de “ser” ainda é fraca pra perceber a prisão em forma de pensamentos. Só notará isso depois de encarcerada por eles.

Com a prática do foco em si mesmo, a auto atenção vai se tornando mais forte e, quanto mais tempo permanecermos no “eu”, temos mais auto consciência pra reconhecermos a prisão antes de se tornarem pensamentos.

À medida que ficamos mais estabelecidos no “ser”, começamos a perceber que esses pensamentos surgem porque são comuns a nós. Nesse momento, a atenção permanece no “eu” que está consciente do pensamento. Sem a atenção, o pensamento perde a energia que necessita para sobreviver e tende a desaparecer.

Sempre que desviamos qualquer pensamento de nossa atenção, mantendo a intenção no “eu”, enfraquecemos esses condicionamentos que dão origem aos pensamentos. Com isso, cria-se espaço para o amor e para a capacidade de nos mantermos aí, livres.

A auto atenção aliada à entrega a Deus, possibilita essa transmutação interior que vai eliminando o nosso inconsciente. Tudo isso deixa um espaço de pura consciência, paz e liberdade que nunca imaginávamos poder alcançar.

     

Roosevelt Cardoso

A ILUSÃO SISTEMA HUMANO DE VIDA

Por Roosevelt Cardoso há 11 meses

A ILUSÃO

SISTEMA HUMANO DE VIDA

Não há aonde ir, nem menos o que buscar. O caminho é uma ilusão projetada a partir do ser. Não há alguém a ser salvo, não existe a salvação. O fim da ideia de querer se libertar é o próprio estado de libertação sem que aja alguém aí.

Não existe ninguém preso, a não ser a própria ideia de estar aprisionado. Não há prisão. O sistema humano de vida nos induz a acreditar nisso quando, como existência real, é projetado a partir do consenso entre o ser e a mente, criando a vida e a personalidade.

Uma vez estabelecido esse acordo dentro do espaço tempo, cabe ao próprio ser despertar da inconsciência via sofrimento auto-imposto, ou de forma diversa, sempre que possível não se permitir entrar nele, rejeitando qualquer argumento da mente. Aí, não haverá espaço, nem tempo e nem alguém que sofre.