Gileno de Sá Cardoso

DEUS CRIA O ATO MAS O SOFRIMENTO É OPCIONAL

Por Gileno de Sá Cardoso há 5 meses

Deus é responsável pela criação do ato, mas nada tem a ver com o nosso sofrimento. Existe o ato porque merecemos, já que sempre há um tempo para a Justiça Divina, mas o sofrimento pode sempre ser abolido quando aprendemos a amar a Deus dentro desse ato, aceitando a vida como ela é. O grande equívoco da humanidade é achar que Deus não pode criar (e onde estaria a sua Onipotência?) coisas "ruins" como fome, miséria, doença, desastre, guerra, pessoas deficientes, estupro, etc. Ora, essas coisas são criadas justamente para o benefício dos envolvidos, com o objetivo de trazê-las como mais uma oportunidade para amar a Deus, ou seja, entender que esses atos existem como prova de Amor de Deus para conosco na Obra Geral e, por isso devemos retribuir esse Amor a Ele aceitando-os. Esses atos acontecem na nossa vida justamente para que não nos contrariemos com eles e pensemos sempre na eternidade e não só na efemeridade dessa vida. Resumindo podemos dizer que tudo nos é permitido mas nunca podemos esquecer que teremos sempre nos observando um Ser Onipresente, o arquiteto do Universo, sempre disposto a reconstruir a nossa vida com coisas consideradas pelo ser humano como coisas "boas" ou "ruins" de acordo com o nosso merecimento,  pois Ele tudo sabe,   já que é Onisciente. Tudo gira entre nós e Ele. Aceitação é o caminho.

Gileno de Sá Cardoso

ACEITE QUE DÓI MENOS

Por Gileno de Sá Cardoso há 5 meses

Então já descobrimos o nosso carma da não aceitação. Diante de um carma, a última coisa a fazer é fugir dele. Pelo contrário, devemos encará-lo e enfrentá-lo, espantando o medo. O segundo passo é curtimos esse carma, no caso a não aceitação. Curtindo ele, estaremos estudando-o e amando-o, porque passaremos a entender que esse carma é obra de Deus colocada em nossa vida em nosso benefício do ponto de vista da eternidade. O terceiro passo é o mais importante: não nos culpemos quando estivermos mais uma vez diante da não aceitação. Esse é o momento em que sobrevém o sofrimento. Só conseguiremos nos livrar desse sofrimento se conseguirmos amar o nosso carma, ou seja entender que ele foi elaborado pela vontade de Deus a nosso pedido e em nosso benefício, como mais uma oportunidade de nos livrarmos dele. Para conseguirmos isso é preciso que nos permitamos interior e totalmente, para que possamos permitir ao outro que encene as provas para a nossa aceitação: através do amor, sobrevindo a bem aventurança; ou não, através da revolta, sobrevindo o sofrimento.

Renato Mendes

A palavra não é a coisa

Por Renato Mendes há 11 meses

A palavra é elemento importante na comunicação, usamos a palavra e dela retiramos o sentido que está em nossa memória.

Mas é essencial percebermos a diferença entra a palavra e a coisa em si.

Usemos como exemplo a palavra sofrimento.

Nos lembramos de alguns dos nossos sofrimentos, e quando lemos e ouvimos a respeito do sofrimento e como "escapar" dele logo o identificamos com o que está armazenado em nossas memórias e tornamo-nos sábios sobre sofrer, mas quando o sofrimento nos aflige no agora não percebemos ou não sabemos como lidar.

Nos tornamos experts nisto e em outros assuntos que tratam da felicidade mas quando precisamos identificar e colocar em prática no nosso dia a dia ficamos completamente perdidos, mas somos capazes de ensinar e expor nosso conhecimento com perfeição.

Figura

Na teoria a prática é outra.

É preciso conhecer o sofrimento, a alegria, a tristeza, a felicidade no momento em que estão presentes. E conhecer não é nomear, adjetivar, armazenar, explicar, nada disto, conhecer é vivenciar aquilo pura e simplesmente.

Note a diferença entre conhecer e reconhecer, reconhecer é trazer da memória, e quando isto acontece estamos lidando com o passado, com a palavra, mas a palavra não é a coisa, a palavra é morta, logo, de nada adianta.

Experimente a vida consciente da diferença de o que acontece com o que pensamos sobre o que acontece, o que pensamos é a palavra armazenada, ela ajuda na comunicação mas não em lidar com o que está presente. Já reparou que frequentemente não vivemos o presente e sim nossas ideias sobre o presente?

É preciso conscientizar-se do sofrimento, e para isto é preciso vive-lo no momento em que ele se apresente sem escapar para o passado utilizando-se da palavra que o representa ou projetar um futuro sem sofrimento servindo-se novamente da palavra.

Porém, não diga a si mesmo que irá aguardar o próximo momento em que sofrer para conscientizar-se, porque a palavra virá junto e é possível que troque novamente o presente pela palavra. 

Conscientize-se da vida agora, o que acontece agora, como reage agora, esteja alerta constantemente e quando o sofrimento vier experimente-o, sim, experimente, se fugir ou negar ou mesmo se quiser resolver novamente perdeu a oportunidade, aproveite cada oportunidade para experimentar a vida com tudo o que ela carrega, se a palavra vier junto, note a diferença entra a coisa viva e a coisa morta.

Viver a morte é loucura, então viva a vida, viva o presente como ele se apresenta, e não viva a morte de uma ideia a respeito da vida, o que no final das contas são meramente palavras.
Renato Mendes

Por que sofremos?

Por Renato Mendes há 11 meses

Por que sofremos?

Das duas uma, ou não há escolha ou há escolha.

Parece óbvio que existe a possibilidade de escolha, mas apenas parece.

Desde sempre viemos sofrendo quando o mundo exigia isto de nós.

Tiramos alguma vantagem disto, é verdade, ganhamos a atenção dos outros e a sua piedade, ou de nós mesmo, auto-piedade.

Mas esta não é uma troca justa, nenhum prazer anula ou supera o sofrimento, pelo contrário, gera mais sofrimento.

E sempre nos dizem que devemos não sofrer, e lá vamos nós tentando não sofrer já estando em sofrimento.

Mas se é óbvio que há escolha por que sempre escolhemos sofrer?

Da próxima vez faça diferente, coloque a possibilidade de escolha em prova utilizando a si mesmo como campo.

Não tente não sofrer, ao invés disto investigue a possibilidade de escolha.

Figura

Como investigamos a possibilidade de escolha? Escolhendo.

Mas caso sempre escolha o sofrimento isto não prova que existe a possibilidade de escolha.

Ao menos uma vez confirme a si mesmo que é possível escolher o não sofrer, o mundo não lhe mostra esta possibilidade, descubra por si mesmo.

Mas não é apenas dizer que existe esta possibilidade, é experimentar esta possibilidade.

E, caso descubra que sim, existe a possibilidade de escolha, a própria descoberta lhe trará algo novo.

Este algo será a confirmação de que existe a possibilidade de escolha sendo o resultado da escolha.

Descubra por si mesmo.
Roosevelt Cardoso

QUE MUNDO É ESSE?

Por Roosevelt Cardoso há 1 ano

QUE MUNDO É ESSE?

      Por uma necessidade de auto consciência a mente cria um mundo no qual nos vemos de forma bastante real dentro dele e o que mantém essa ilusória manifestação é essa mesma crença em sua realidade. Existimos nesse mundo não com o propósito de mantê-lo, mas de perceber sua irrealidade. Diante da dor o ser humano só encontra uma alternativa, fugir, encontrar uma maneira de acabar com o sofrimento  e faz isso porque toma esse mundo como real.

      Toda essa irrealidade, dor, sofrimento  deixarão de existir não a partir do momento em que eu não sentir dor, mas à medida em que questiono, “quem sofre”, quem vai imergir e viver os pensamentos ou observá-los. A  crença no eu como sendo real, personificado  é quem cria esse mundo ilusório e aí a dor dói e o sofrimento machuca. Quem sou, eis a única questão.      

Gileno de Sá Cardoso

Repensando o sofrimento

Por Gileno de Sá Cardoso há 1 ano

Sendo o agora, livre do passado e futuro, deve-se aguçar a consciência para perceber o ego o quanto antes, minimizando a agregação dos pensamentos que gerarão idéias, que por sua vez poderão gerar conflitos, emoções e sofrimento. Faça-se isso da mesma forma como ocorre num vazamento de gás silencioso e traiçoeiro: quanto mais rápido o percebemos, mais cedo evitamos sua inalação e os efeitos nocivos á saúde.

Gileno de Sá Cardoso