Renato Mendes

A outra margem

Por Renato Mendes há 11 meses

Já pensou que coisa louca, sonhamos ser o que não somos e neste sonho queremos voltar a ser o que nunca deixamos de ser.

Imagine que você vive em uma margem do rio e ouve dizer que você não pertence a esta margem, você não se lembra de um dia ter cruzado o rio mas com certeza precisa atravessa-lo, a outra margem é tão diferente desta margem em que você está, há tantas promessas de lá que devemos voltar para aquele lugar.

Mas este rio é intransponível, não é possível atravessa-lo, então o atravessamos em pensamento, e sonhamos viver naquela margem, e o tempo vai passando e nem nos lembramos de onde viemos, até que um dia alguém lhe diz que você não pertence a esta margem, você não se lembra de um dia ter cruzado o rio mas com certeza precisa atravessa-lo, a outra margem é tão diferente desta margem em que você está, há tantas promessas de lá que devemos voltar para aquele lugar.

Mas este rio é intransponível, não é possível atravessa-lo, então o atravessamos em pensamento, e sonhamos viver naquela margem, e o tempo vai passando e nem nos lembramos de onde viemos, até que um dia alguém lhe diz que você não pertence a esta margem, você não se lembra de um dia ter cruzado o rio mas com certeza precisa atravessa-lo, a outra margem é tão diferente desta margem em que você está, há tantas promessas de lá que devemos voltar para aquele lugar.

E lá vamos nós outra vez, sem saber que é outra vez. 

E outra vez e outra vez e outra vez...